Levantamento nacional do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta feira (27), apresenta cenários para a eleição presidencial de 2026 e avaliação sobre eventual reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pesquisa espontânea
Sem apresentação de nomes, Lula lidera com 26% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 14,8%, e Jair Bolsonaro (PL) com 5,8%. Outros nomes somam percentuais inferiores, e 42,6% disseram não saber ou não opinar.
Cenário estimulado principal
Com apresentação de candidatos, Lula registra 39,6%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35,3%. Ratinho Junior tem 7,6%; Romeu Zema, 3,8%; Renan Santos, 1,5%; e Aldo Rebelo, 0,5%. 6,7% declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato, e 5% não souberam responder.
Segundo cenário estimulado
Lula alcança 40,5%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36,6%. Romeu Zema aparece com 4,3%, e Ronaldo Caiado com 3,7%. O percentual de brancos, nulos ou nenhum é de 7,8%, e 5,2% não souberam ou não opinaram.
Simulação de segundo turno
Em eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula teria 43,8% e Flávio Bolsonaro 44,4%, configurando empate técnico. Brancos e nulos somam 6,9%, e 5% estão indecisos.
Avaliação sobre reeleição
Para 52,2%, Lula não merece um novo mandato; 43,9% avaliam que ele merece ser reeleito; 3,9% não souberam ou não opinaram.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-07974/2026. O levantamento foi realizado entre 22 e 25 de fevereiro de 2026, com 2.080 eleitores em 159 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal, com 95% de grau de confiança e margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou sete resoluções normativas que regulamentam as eleições de outubro de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Principais pontos
Regras gerais das eleições: As resoluções tratam da divulgação de pesquisas eleitorais, transporte de eleitores, arrecadação de recursos, prestação de contas e alterações no cadastro eleitoral.
Idade mínima para votar: Eleitores devem ter 16 anos completos até 4 de outubro de 2026, data do primeiro turno.
Consulta a indígenas e quilombolas: A Justiça Eleitoral deverá consultar previamente essas comunidades antes de alterar seções eleitorais localizadas em seus territórios.
Combate à violência política de gênero: Candidatas que sofrerem ameaças poderão usar recursos de campanha para contratar segurança.
Candidaturas de pessoas negras: Foi mantida a regra que obriga partidos a destinarem 30% dos recursos às candidaturas de pessoas negras, sem incluir gastos extras fora do previsto.
Inclusão de pessoas com deficiência: Será implantado o programa Seu Voto Importa, garantindo transporte gratuito (ida e volta) entre a residência e o local de votação. O pedido deve ser feito aos TREs com até 20 dias de antecedência.
Próximas etapas: O TSE ainda deve aprovar mais sete resoluções. As regras atuais serão publicadas até 5 de março, quando passam a valer em todo o país.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Hydra para desarticular um grupo criminoso suspeito de fraudar a Caixa Econômica Federal na Bahia. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 1.283.983,83.
Segundo o Jornal da Manhã, da TV Bahia, a ação conta com o apoio da Polícia Militar da Bahia. Em Salvador, as equipes concentram as buscas em bairros como Marechal Rondon. Ao todo, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, também nas cidades de Camaçari, Lauro de Freitas, Paulo Afonso e Itabuna.
As investigações indicam que os suspeitos utilizavam documentos falsos e dados de terceiros para abrir contas bancárias fraudulentas. Com isso, conseguiam movimentar e sacar valores elevados antes que o sistema de segurança do banco identificasse as irregularidades.
Documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos durante a operação serão submetidos à perícia. A Polícia Federal agora trabalha para identificar outros possíveis integrantes do grupo, apurar eventual participação de funcionários da instituição e verificar se há ramificações do esquema em outros estados.
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, participou na noite de segunda-feira (23) de um evento promovido pelo grupo Esfera Brasil, em São Paulo, que reuniu empresários e lideranças políticas.
Durante o encontro, Valdemar afirmou que o PL pretende atuar no Congresso Nacional para impedir o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e folga apenas um.
Ao se dirigir aos empresários, o dirigente classificou a proposta como “uma bomba para o país”. Segundo ele, a medida traria dificuldades tanto para a economia quanto para o setor produtivo, que já enfrenta elevada carga tributária. Valdemar também reconheceu que pode ser politicamente sensível votar contra o fim da escala 6x1, especialmente para deputados e senadores, mas afirmou que o partido buscará estratégias para barrar a votação da proposta.
Outro participante do evento foi Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Ele também criticou a PEC, classificando-a como prejudicial à economia e ao setor produtivo. De acordo com Rueda, os custos decorrentes da mudança poderiam ser repassados ao consumidor final, afetando preços em diversos setores. O dirigente ainda argumentou que o debate ocorre em ano eleitoral e sugeriu que a proposta teria motivação política, com foco na obtenção de ganhos eleitorais.
O debate sobre o fim da escala 6x1 envolve interesses legítimos de diferentes lados. De um lado, trabalhadores e entidades sindicais defendem melhores condições de trabalho, mais tempo de descanso e maior qualidade de vida. De outro, empresários e parte da classe política argumentam que a mudança pode elevar custos operacionais e impactar a competitividade das empresas.
A escala 6x1, em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso, impõe uma rotina extremamente desgastante, especialmente para quem recebe salários mais baixos e depende de transporte público, longos deslocamentos e jornadas exaustivas. Na prática, sobra pouco tempo para convívio familiar, qualificação profissional, lazer ou mesmo descanso adequado. Isso impacta diretamente a saúde física e mental do trabalhador.
Por que o fim da 6x1 é positivo?
Qualidade de vida e saúde Um único dia de folga por semana muitas vezes não é suficiente para recuperação física e emocional. Estudos em diversas economias mostram que jornadas mais equilibradas reduzem afastamentos, acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.
Produtividade no médio e longo prazo A lógica de que “mais dias trabalhados = mais produtividade” não é necessariamente verdadeira. Trabalhadores descansados tendem a ser mais produtivos, cometer menos erros e apresentar maior engajamento.
Geração de empregos A redução da carga semanal pode incentivar a contratação de mais funcionários para cobrir turnos, o que pode contribuir para a diminuição do desemprego — especialmente em setores como comércio e serviços.
Atualização do modelo trabalhista O mundo discute jornadas reduzidas, semanas de quatro dias e modelos mais flexíveis. Manter a 6x1 como regra em larga escala pode representar atraso competitivo no longo prazo, principalmente em termos de atração e retenção de talentos.
Equilíbrio social O desenvolvimento econômico não pode ser medido apenas por margens de lucro. Um país mais equilibrado socialmente, com trabalhadores menos exaustos e mais presentes na vida familiar e comunitária, tende a ter ganhos estruturais duradouros.
Defender o fim da escala 6x1 não é ser “contra o mercado”, mas sim propor um novo equilíbrio entre capital e trabalho — um equilíbrio mais humano, sustentável e alinhado às demandas da sociedade contemporânea.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de chuvas intensas para toda a Bahia nesta segunda feira (23). Parte do estado está sob alerta laranja (perigo), com previsão de chuva entre 30 e 60 mm por hora ou 50 a 100 mm por dia, além de ventos que podem atingir entre 60 e 100 km/h. O aviso é válido das 00h01 às 23h59.
Há risco de cortes de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Durante as pancadas mais fortes, foi registrada queda de granizo nos municípios de Laje e Lamarão, no interior do estado.
O fenômeno é provocado por um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), sistema atmosférico que favorece a formação de nuvens carregadas e intensifica a instabilidade, aumentando o volume de umidade sobre o estado.
Estão sob alerta laranja as regiões do Extremo Oeste Baiano, Vale São-Franciscano da Bahia, Centro Sul Baiano e Centro Norte Baiano — áreas que podem concentrar os maiores acumulados de chuva e rajadas de vento.
O Inmet orienta que, em caso de ventos fortes, a população evite se abrigar debaixo de árvores, não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e, se possível, desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia. Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
Dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), mostram que a Bahia tem o segundo pior rendimento médio do país. Em 2025, os trabalhadores baianos receberam, em média, R$ 2.284 por mês — valor superior apenas ao do Maranhão, onde a média é de R$ 2.228.
No levantamento anterior, referente a 2024, a Bahia ocupava a terceira pior posição, atrás do Maranhão e do Ceará, que atualmente registra média salarial de R$ 2.394.
Apesar do baixo rendimento, o estado apresentou crescimento no número de trabalhadores em sete das dez atividades econômicas analisadas. Os setores de comunicação e de administração pública tiveram destaque, com aumento superior a 89 mil e 85 mil postos de trabalho, respectivamente.
A pesquisa também aponta que mais da metade dos trabalhadores baianos atua na informalidade, sem carteira assinada ou registro de CNPJ.
Em Salvador, a taxa de desocupação foi de 8,9% em 2025, a menor da série histórica. A capital passou a ocupar a quinta posição entre as capitais com maior desemprego no país. O rendimento médio na cidade chegou a R$ 3.133, crescimento de 10,7% em relação a 2024.
Já na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a taxa de desemprego ficou em 10,1%, a mais alta entre as 21 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. O rendimento médio na RMS foi de R$ 2.945.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o recurso em habeas corpus apresentado pela defesa do jornalista Marcelo Castro, investigado por suposto envolvimento em um esquema de desvio de doações destinadas a pessoas em vulnerabilidade social na Bahia. A decisão foi proferida pela ministra Marluce Caldas em 13 de fevereiro e manteve as medidas cautelares determinadas pela Justiça baiana.
Segundo a coluna de Milena Teixeira, no portal Metrópoles, continuam válidas as restrições que proíbem o investigado de sair do país sem autorização judicial, de se ausentar da comarca por mais de sete dias sem permissão e de manter contato com as supostas vítimas.
Castro é réu em ação penal na Vara de Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro de Salvador. De acordo com a acusação, ele integraria um grupo que substituía chaves Pix de pessoas carentes — cujas histórias eram exibidas no programa Balanço Geral Bahia, da TV Itapoan, afiliada da Record — por chaves ligadas a membros da associação investigada.
Ao analisar o caso, a ministra considerou as medidas proporcionais à gravidade dos fatos e fundamentadas em indícios de crimes como apropriação indébita, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Para ela, não há constrangimento ilegal, pois as cautelares garantem a regularidade da instrução processual sem necessidade de prisão preventiva.
Os trabalhadores nascidos em janeiro com direito ao abono salarial do PIS/Pasep 2026 (ano-base 2024) já podem sacar o benefício. O dinheiro foi creditado pela Caixa Econômica Federal, para os que nasceram no primeiro mês do ano e trabalham na iniciativa privada, e pelo Banco do Brasil (BB), no caso dos servidores públicos.
O valor foi depositado diretamente na conta do beneficiário (corrente, poupança ou conta digital social), caso a pessoa seja cliente da instituição financeira. Quem não tem relacionamento com o banco em questão pode procurar uma agência munido de um documento de identificação com foto.
Neste exercício, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) identificou 25,4 milhões de trabalhadores aptos a receber o benefício ao longo do ano, liberado de acordo com o mês de nascimento, num total de R$ 32 bilhões. O dinheiro poderá ser retirado até 30 de dezembro de 2026.
Somente neste primeiro lote — destinado aos nascidos em janeiro — serão liberados de R$ 2,5 bilhões para 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada inscritos no PIS. Além disso, 217.200 servidores públicos poderão sacar R$ 2,29 bilhões referentes ao Pasep.
Para ter direito ao abono, o cidadão precisa ter exercido atividade remunerada com carteira assinada ou em cargo público por, no mínimo, 30 dias no ano-base 2024 (consecutivos ou não). Também é necessário estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos, além de o empregador ter fornecido seus dados corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial. Vale frisar, porém, que as regras neste ano ficaram mais rígidas. Agora exige-se que a remuneração média não tenha passado de R$ 2.766 por mês. Antes, o gatilho para ter direito ao PIS/Pasep era receber até dois salários mínimos mensais.