O governo federal criou um subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel, válido de 1º de junho a 31 de dezembro de 2026. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União no sábado (30) e tem como objetivo reduzir os impactos da alta do petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio.
O novo benefício substitui os programas de auxílio anteriores e unifica o valor da subvenção para produtores e importadores de diesel autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para receber o subsídio, as empresas deverão aderir ao programa e comprovar que o desconto foi repassado ao preço de venda do combustível.
A ANP será responsável pela fiscalização e pelos pagamentos, que deverão ser realizados em até 30 dias após a solicitação das empresas habilitadas.
Apesar de ter validade até o fim do ano, o programa poderá ser revisado pelo Ministério da Fazenda a cada dois meses, com possibilidade de alteração ou suspensão do benefício.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, decretou luto oficial de três dias em todo o estado em razão do grave acidente ocorrido neste domingo (31) na BR-116, que deixou 15 mortos.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão aconteceu por volta das 16h40, no km 506 da rodovia, no trecho localizado no município de Santa Teresinha, próximo a Itatim, a cerca de 109 quilômetros de Feira de Santana.
Ao lamentar a tragédia, Jerônimo Rodrigues manifestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas e desejou pronta recuperação aos feridos.
“Recebi com tristeza a notícia do acidente ocorrido na BR-116. Estamos acompanhando a situação e prestando todo o apoio necessário às vítimas e suas famílias neste momento. Que Deus conforte o coração de todos”, escreveu o governador nas redes sociais.
Jerônimo informou ainda que mantém contato com as prefeituras dos municípios envolvidos e que equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Técnica estão mobilizadas para atender a ocorrência.
Além disso, assistentes sociais da Sesab foram acionados para prestar apoio e assistência às famílias das vítimas.
Os contribuintes têm até as 23h59 desta sexta-feira (30) para enviar a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 à Receita Federal. Após esse prazo, quem estiver obrigado a declarar e não entregar o documento ficará sujeito ao pagamento de multa.
A Receita Federal estima receber milhões de declarações somente neste último dia, o que pode provocar lentidão no sistema devido ao grande volume de acessos simultâneos.
Devem declarar o Imposto de Renda os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima do limite estabelecido pela Receita, além daqueles que tiveram ganhos com investimentos, atividade rural, venda de bens ou posse de patrimônio acima dos valores definidos pelo órgão.
A declaração pode ser enviada por meio do programa da Receita Federal para computador, pelo aplicativo para celular ou diretamente pela plataforma Gov.br.
Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a até 20% do imposto devido. Além disso, o CPF do contribuinte poderá ficar com pendências junto à Receita Federal.
O primeiro lote de restituição também será pago nesta sexta-feira (30), com prioridade para idosos, pessoas com deficiência, professores e contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram pelo recebimento via Pix.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (26) o registro do Ozivy, a primeira caneta de semaglutida sintética liberada para comercialização no Brasil. Desenvolvido pelo laboratório EMS S/A, o produto é uma versão de síntese química de um medicamento originalmente biológico (o Ozempic, cuja patente expirou em 20 de março).
O pedido tramitava desde 2023 sob os critérios de prioridade do Edital de Chamamento 12/2025 para análogos de GLP-1. Atualmente, outros cinco medicamentos sintéticos e um biológico de semaglutida aguardam análise.
O Ozivy é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como adjuvante à dieta e exercícios. Pode ser utilizado em monoterapia (quando a metformina é intolerável ou contraindicada) ou em combinação com outros antidiabéticos.
O produto será comercializado como solução injetável de 1,34 mg/mL em canetas preenchidas para administração semanal, exigindo receita médica em duas vias. Estão aprovadas quatro opções de embalagem:
1 caneta (1,5 mL) + 4 agulhas 1 caneta (1,5 mL) + 6 agulhas 2 canetas (3 mL) + 8 agulhas 2 canetas (3 mL) + 10 agulhas Diferente do Ozempic — que pode ficar em temperatura de até 30 °C por seis semanas após aberto —, o Ozivy exige refrigeração contínua (temperaturas de 2 °C a 8 °C) antes e durante todo o período de uso.
Diferença Técnica: Sintético vs. Biológico O Ozivy não é classificado como medicamento genérico, pois a regulação brasileira não prevê genéricos para produtos biológicos; ele entra na categoria de "medicamento novo".
A avaliação de análogos sintéticos é um desafio global de alta complexidade regulatória, sendo a Anvisa uma das pioneiras no registro. Enquanto os medicamentos biológicos (como o Ozempic) dependem de processos biotecnológicos e moléculas complexas, os análogos sintéticos são produzidos por síntese química. Isso gera moléculas menores e mais estáveis, porém com desafios híbridos: apresentam impurezas típicas de sintéticos (como resíduos de solventes e catalisadores) e riscos associados a biológicos (como imunogenicidade).
Próximos Passos para a Comercialização O registro garante a segurança e a eficácia técnica, mas a chegada ao mercado depende de duas etapas comerciais:
Preço: A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) precisa aprovar o preço máximo de venda. Distribuição: A decisão de iniciar as vendas cabe exclusivamente à EMS S/A. Para que o medicamento seja disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS), o produto precisará passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e receber homologação do Ministério da Saúde.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (25), em entrevista coletiva, que o relatório final da proposta de emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala de trabalho 6x1 terá um ano de transição para reduzir a jornada de 44 horas para 40 horas semanais.
“Após 60 dias da promulgação da PEC, colocaremos no texto a redução de duas horas imediatamente. Após 12 meses, mais duas horas. A transição se dará em um ano, não mais do que isso”, declarou. “Isso dá um tempo para que os setores possam se organizar.” Hugo Motta declarou que a redução da jornada de trabalho é um dos três pontos que considera inegociáveis na PEC. Os outros dois seriam o fim da escala 6x1 e a proibição de redução salarial.
“Partimos do princípio de que esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o governo. Temos ampla convergência nessas três situações que trazem para o trabalhador uma nova realidade.”
Segundo o presidente da Câmara, o texto está sendo ajustado para regras de servidores públicos, prestadores de serviço para entes públicos e microempreendedores individuais (MEIs).
“Hoje, esses empreendedores só podem empregar uma pessoa com carteira assinada. Queremos permitir que contratem mais pessoas, já que estamos reduzindo a jornada de trabalho”, ponderou. As mudanças para MEIs serão por projeto de lei.
Hugo Motta também afirmou que conversou hoje com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o reajuste do valor para microempreendedores individuais (MEIs). “O presidente Lula está sensível a esse apelo feito por nós; temos uma comissão tratando do assunto”, relatou.
O presidente da Câmara ainda observou que a proposta foi amplamente discutida para que fosse possível “construir o texto mais equilibrado possível”. “Desde o primeiro momento, procuramos trabalhar de forma alinhada com o governo, procurando ouvir a todos, não só os representantes dos trabalhadores, como também os representantes do setor produtivo”, comentou.
A Bahia ocupa a 22ª posição no ranking nacional de qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). O estado alcançou 58,72 pontos, ficando abaixo da média brasileira, que foi de 63,40 em uma escala que varia de 0 a 100.
O levantamento avalia indicadores sociais e ambientais ligados ao bem-estar da população, como acesso à saúde, educação, segurança, direitos individuais e oportunidades de desenvolvimento.
No topo do ranking aparecem o Distrito Federal, em primeiro lugar, seguido por São Paulo e Santa Catarina, estados que registraram os melhores índices de progresso social do país. Nas últimas posições estão Acre, Maranhão e Pará.
Entre os estados nordestinos, a Paraíba apresentou o melhor desempenho da região, enquanto Tocantins lidera entre os estados do Norte.
De acordo com o estudo, o Brasil apresentou uma leve melhora em relação ao ano anterior. Entre os três grandes grupos avaliados pelo IPS, o melhor resultado foi registrado em “Necessidades Humanas Básicas”, com média de 74,58 pontos. Em seguida aparecem “Fundamentos do Bem-Estar”, com 68,81 pontos, e “Oportunidades”, que teve o pior desempenho, com apenas 46,82 pontos.
Os dados revelam que o principal desafio do país ainda está na ampliação das oportunidades para a população, especialmente em áreas relacionadas aos direitos individuais, inclusão social, acesso ao ensino superior e redução das desigualdades.
O resultado da Bahia reforça a necessidade de investimentos em políticas públicas voltadas para educação, geração de emprego, inclusão social e melhoria da qualidade dos serviços básicos, fatores considerados essenciais para o avanço do desenvolvimento humano e social no estado.
A tradicional fábrica de brinquedos Estrela entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20), em meio a uma crise financeira agravada por mudanças no comportamento do consumidor e pelo avanço do comércio digital. Em comunicado ao mercado, a empresa informou que a medida busca reorganizar as dívidas e garantir a continuidade das atividades do grupo.
Segundo a companhia, fatores como o aumento do custo de capital, a restrição de crédito e os impactos acumulados nos últimos anos comprometeram a estrutura financeira da empresa. Além disso, a Estrela destacou a crescente concorrência das alternativas digitais, que vêm transformando o mercado de brinquedos e alterando a forma de consumo das novas gerações.
O avanço do comércio eletrônico e das plataformas digitais mudou significativamente os hábitos dos consumidores. Atualmente, crianças e adolescentes têm cada vez mais acesso a jogos online, aplicativos, dispositivos eletrônicos e conteúdos interativos, reduzindo o espaço de brinquedos tradicionais no mercado. Paralelamente, grandes marketplaces ampliaram a concorrência, oferecendo produtos importados com preços mais competitivos e entrega rápida, o que aumenta a pressão sobre empresas nacionais do setor.
Esse novo cenário exige das indústrias tradicionais maior capacidade de adaptação, inovação tecnológica e presença no ambiente digital. Empresas que durante décadas dominaram o mercado físico agora enfrentam o desafio de modernizar estratégias, investir em vendas online e disputar atenção em um ambiente altamente conectado e competitivo.
No comunicado, a Estrela afirmou que a recuperação judicial tem como objetivo permitir a superação da atual situação econômico-financeira, preservando empregos, mantendo as atividades empresariais e garantindo a geração de valor para todos os envolvidos. O pedido inclui todas as empresas do Grupo Estrela.
No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) acendem um alerta para a violência sexual infantojuvenil no estado. Levantamento do Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (Ispe), obtido pelo portal Bahia Notícias, aponta que a Bahia registrou 3.867 casos de estupro de vulnerável contra vítimas de 0 a 17 anos ao longo de 2025.
Os números reforçam a necessidade de ampliar as ações de proteção social e combate à violência contra crianças e adolescentes. De acordo com o relatório, também foram registradas 442 ocorrências classificadas como estupro, tendo como principais vítimas meninas entre 12 e 17 anos.
O levantamento ainda contabilizou 770 casos de importunação sexual envolvendo o público infantojuvenil no mesmo período. Apesar de algumas modalidades apresentarem leve redução em relação ao ano anterior, as autoridades destacam que o volume de ocorrências segue em níveis considerados críticos.
Já os casos de assédio sexual apresentaram aumento em comparação com 2024. Foram registrados 265 casos contra menores de idade em 2025, um crescimento de 17 vítimas em relação ao ano anterior.
O detalhamento dos dados revela a vulnerabilidade das vítimas: a maior parte das ocorrências de assédio sexual envolveu adolescentes de 12 a 17 anos, com 209 registros. Em seguida aparecem crianças de 6 a 11 anos, com 51 casos, e menores de até 5 anos, com cinco ocorrências.
O relatório também aponta aumento nos casos enquadrados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como submissão de crianças e adolescentes à prostituição ou à exploração sexual. Ao todo, foram contabilizados 39 registros na Bahia.