Pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta 6ª feira (16.out.2026), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados, com 50% dos votos. A pesquisa foi realizada de 13 a 15 de outubro, com 3.000 entrevistas e margem de erro de 1,8 ponto percentual. Parte das entrevistas já captou o impacto do fim da escala de trabalho 6 X 1, medida aprovada em definitivo pelo Congresso na 4ª feira (14.out.2026) para 5 X 2.
O levantamento mostra uma mudança no cenário desde o 1º turno. Em duas semanas, a taxa de intenções de voto em Lula avançou, enquanto a de Flávio recuou. A distância entre os 2 era de 6 pontos percentuais no estudo divulgado em 8 de outubro. Há 3 dias, caiu para 2 pontos percentuais. Agora, é zero.válidos cada um.
ANÁLISE A operação de reanimação da campanha petista parece estar funcionando. Há menos de duas semanas, a campanha de Lula parecia estar na UTI eleitoral. Flávio Bolsonaro havia vencido o 1º turno, ampliando sua vantagem nas pesquisas e começado a negociar apoios para sua campanha e para o que poderia ser eventual governo a partir de 2027. Em Brasília, o 2º turno já era tratado por alguns como mera formalidade.
O cenário mudou. A nova pesquisa PoderData/Aya mostra os 2 candidatos empatados em 50% dos votos válidos. A diferença, que era de 6 pontos percentuais logo depois do 1º turno, caiu para zero.Os atos da esquerda pelo Brasil e a nova mobilização digital, impulsionada por deputados jovens e artistas, coincidem com a recuperação de Lula. A estratégia, inicialmente criticada por petistas tradicionais, deu novo ritmo à campanha.
O presidente também passou a usar com mais intensidade as vantagens de ocupar o Planalto. Na 4ª feira (14.out), o Senado aprovou o fim da escala 6 X 1, uma bandeira incorporada à campanha petista. Foi uma armadilha política para a oposição: votar contra significaria enfrentar o desgaste de rejeitar uma medida popular. Até Flávio votou a favor. Na 5ª feira (15.out.2026), Lula ainda prometeu ônibus urbanos de graça no Brasil inteiro aos fins de semana caso seja eleito. (Poder360)
Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6x1 de trabalho, aquela em que o empregado trabalha seis dias por um de folga na semana.
Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos.
O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a 77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.
O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.
A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.
Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
Ele manteve o mesmo texto aprovado pelos deputados há cinco meses, de forma que a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação.
A votação em primeiro e segundo turnos na mesma noite foi possível após a aprovação, em votação simbólica, de um requerimento de calendário especial, feito por líderes partidários, que dispensou a exigência de novas sessões deliberativas para análise da proposta.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada, após compromisso firmado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
O Senado deve votar nesta quarta-feira (14), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A proposta foi incluída na pauta pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O texto já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e será analisado pelo plenário. Para avançar, precisa de pelo menos 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 senadores.
Além da redução da jornada, a proposta prevê dois dias de descanso remunerado por semana. Defensores argumentam que a medida melhora a qualidade de vida dos trabalhadores, enquanto críticos apontam possíveis impactos nos custos das empresas.
Próximas etapas A votação desta quarta-feira não será definitiva. Se aprovada em primeiro turno, a PEC ainda precisará passar por outras sessões de discussão e por uma segunda votação, também com o mínimo de 49 votos favoráveis.
Caso seja aprovada nas duas etapas, a proposta poderá ser promulgada como emenda à Constituição, sem necessidade de sanção presidencial.
O resultado da primeira votação será um importante indicador do apoio dos senadores à mudança nas regras da jornada de trabalho.
O cantor Netinho teve a morte revelada nesta terça-feira (13), aos 60 anos, após o diagnóstico de linfoma. A doença, que foi descoberta no início de 2025, após o artista ser internado no Hospital Aliança, em Salvador, com dores intensas nas costas e dificuldades de locomoção, e tratada, na época, retornou de forma mais agressiva em 2026.
Netinho era acompanhado pela equipe da doutora Gloria Bomfim Arruda. Ao anunciar o retorno da doença de forma mais agressiva no início do ano, o cantor revelou ao público que, por ser um diagnóstico considerado raro, o tratamento seria realizado em laboratório, sem necessidade de internação contínua. O tratamento de Netinho previa um transplante de medula autólogo, isto é, quando a própria pessoa é o doador.
A saúde de Netinho passou a preocupar ainda mais os fãs após o sumiço do artista das redes sociais. Netinho, que se recusou a dar entrevistas nos últimos meses de vida, atualizava os fãs por meio do Instagram e fazia questão de frisar que qualquer informação sobre ele só seria dada por ele em seus meios de comunicação oficiais. A última postagem do artista no perfil havia sido feita no dia 30 de agosto. (BN)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu a distância para o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13).
De acordo com o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 51% dos votos válidos, enquanto Lula registra 49%. Os números configuram empate técnico, considerando a margem de erro de 1,8 ponto percentual.
Na comparação com a pesquisa divulgada na última quinta-feira (8), Lula avançou dois pontos percentuais, enquanto Flávio recuou na mesma proporção, indicando uma aproximação entre os dois candidatos na disputa.
Rejeição dos candidatos
Apesar do crescimento nas intenções de voto, a rejeição a Lula permaneceu estável. Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados afirmaram que não votariam no presidente de jeito nenhum, mesmo percentual registrado na semana anterior.
Já a rejeição a Flávio Bolsonaro oscilou um ponto percentual para cima, passando de 43% para 44%.
Avaliação do governo Lula
O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre o desempenho do presidente e de sua administração. Segundo os dados, 50% dos entrevistados desaprovam o trabalho de Lula à frente da Presidência, enquanto 44% aprovam. Outros 6% não souberam responder.
Os mesmos percentuais foram registrados na avaliação do governo federal: 50% de desaprovação, 44% de aprovação e 6% de entrevistados que não responderam.
Os resultados mostram que, embora Lula tenha avançado nas intenções de voto para o segundo turno, a desaprovação ao presidente e ao governo federal continua superior à aprovação.
Metodologia
A pesquisa entrevistou 3.000 pessoas em 686 municípios brasileiros, entre os dias 10 e 12 de outubro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01209/2026.
A Justiça da Bahia suspendeu o concurso público para os Quadros de Oficiais de Saúde da Polícia Militar (PM-BA) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-BA) após ação do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (9).
O Ministério Público apontou a falta de reserva de vagas para pessoas com deficiência, além da ausência de avaliação biopsicossocial, adaptações razoáveis e tecnologias assistivas durante as etapas do certame.
A decisão liminar da 6ª Vara da Fazenda Pública determina a retificação do edital para reservar 5% das vagas às pessoas com deficiência e garantir as medidas de acessibilidade previstas. Também deverão ser reabertos os prazos de inscrição e de solicitação de isenção da taxa, pelo mesmo período estabelecido originalmente.
Segundo a promotora de Justiça Andrea Borges, as falhas contrariam normas que garantem inclusão e igualdade de oportunidades no acesso ao serviço público.
A primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg sobre a disputa presidencial após o primeiro turno aponta o candidato Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (9), mostra o candidato do PL com 51,1% das intenções de voto, contra 45,7% do atual presidente.
A diferença entre os dois candidatos é de 5,4 pontos percentuais. Outros 3,2% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não souberam responder. A margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual, para mais ou para menos.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos, Flávio Bolsonaro aparece com 52,8%, enquanto Lula registra 47,2%.
No primeiro turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.
O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre o desempenho do governo federal. Segundo a pesquisa, 53,4% dos entrevistados desaprovam o trabalho do presidente Lula, enquanto 44,7% aprovam sua atuação. Outros 1,9% não souberam responder.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.026 pessoas por meio de questionários aplicados pela internet entre os dias 3 e 8 de outubro. O levantamento tem margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03663/2026.
Um tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia foi preso nesta quarta-feira (7), em Santa Maria da Vitória, no oeste do estado, suspeito de receber R$ 286 mil de um sargento da reserva apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como chefe de uma milícia armada que atuava na região de Correntina.
A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Terra Justa, realizada pelo MP-BA, pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e pela Corregedoria da Polícia Militar. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao oficial.
De acordo com a SSP-BA, Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi denunciado pelo MP-BA por corrupção passiva militar. A Justiça recebeu a denúncia e determinou a prisão preventiva do policial.
O tenente-coronel havia sido preso em setembro do ano passado por posse ilegal de arma, mas foi liberado no dia seguinte.
Luiz Augusto foi comandante da 30ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Santa Maria da Vitória até 2023. Depois, passou a ocupar o cargo de diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, também no oeste baiano.
Conforme dados do Portal da Transparência do Governo do Estado, o policial recebia salário líquido de R$ 20.862,18. Ele foi exonerado do cargo em setembro do ano passado.
Suspeita de pagamentos mensais
Segundo a acusação, o oficial teria recebido pagamentos frequentes do sargento da reserva, geralmente no valor de R$ 15 mil por mês. Além disso, boletos da faculdade da filha do policial e outras despesas pessoais também teriam sido pagos pelo investigado.
O MP-BA afirma que os pagamentos tinham como objetivo fazer com que o tenente-coronel deixasse de combater a atuação da milícia armada na região.
De acordo com a denúncia, o sargento da reserva foi condenado por chefiar um grupo que atuou durante mais de dez anos na região de Correntina.
Segundo o MP-BA, a milícia prestava serviços de segurança privada para fazendeiros envolvidos em conflitos fundiários e era utilizada para ameaçar e expulsar comunidades tradicionais de suas terras.
Ainda conforme a acusação, o tenente-coronel não teria apenas recebido dinheiro do grupo, mas também ajudado no funcionamento da estrutura, inclusive na definição de escalas de vigilantes armados.
O MP-BA aponta ainda que o oficial teria usado a influência do cargo para favorecer a contratação de serviços irregulares de segurança armada para um fazendeiro da região, mesmo após a prisão do sargento da reserva.
A prisão e as buscas fazem parte da terceira fase da Operação Terra Justa, que investiga a atuação de uma organização envolvida em conflitos por terras e a possível participação de agentes públicos no esquema.
As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 3ª Promotoria de Justiça Militar de Salvador, em conjunto com órgãos da Segurança Pública da Bahia. (Info do G1)