O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), indicou que a votação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 deve acontecer apenas em agosto. A sinalização frustra os planos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que queria acelerar a tramitação antes do recesso parlamentar, marcado para começar em 18 de julho.
Sem tempo para levar a proposta ao plenário nas próximas semanas, aliados do governo tentam, ao menos, garantir que o texto avance para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda em julho. A ideia é deixar a PEC pronta para uma votação mais rápida após o recesso.
Na segunda-feira (29), o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que a proposta ainda poderia ser votada antes da pausa nas atividades do Congresso. A declaração, no entanto, contraria a avaliação de Alcolumbre. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio e enviada ao Senado no dia seguinte, onde permanece sem avanços.
Para discutir o andamento da proposta, Alcolumbre deve se reunir nesta quarta-feira (1º) com os autores da PEC e a nova líder do governo no Senado, na Residência Oficial do Senado. O Palácio do Planalto trata a medida como uma das prioridades da pauta, por seu potencial impacto político e eleitoral.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais em que afirma ter sido desrespeitada e humilhada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu enteado, durante uma conversa por telefone. Segundo ela, o episódio ocorreu em meio a divergências internas do Partido Liberal sobre as eleições no Ceará.
O conflito começou após Michelle criticar publicamente a aliança do PL cearense com Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do estado. Ela defende o apoio à candidatura de Eduardo Girão (Novo), enquanto a ala ligada a Flávio apoia a composição com Ciro.
No vídeo, Michelle afirma que Flávio a repreendeu de forma ríspida, dizendo que ela “não entendia nada de política” e deveria se afastar das decisões do partido. A ex-primeira-dama classificou a atitude como uma “punhalada” e disse que, desde então, rompeu o contato com o senador e se afastou das articulações da legenda.
Michelle também afirmou que decidiu gravar o vídeo para contestar versões divulgadas pela imprensa sobre o desentendimento familiar. Ao final, declarou que identificou a origem de vazamentos internos e que sabe quem estaria repassando informações aos veículos de comunicação.
A Polícia Federal (PF) apreendeu US$ 49 mil em espécie, cerca de R$ 250 mil na cotação desta quinta-feira (18), em um endereço em Brasília ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero.
A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes e corrupção relacionado ao Banco Master.
Segundo a PF, há suspeitas de que o senador tenha recebido vantagens indevidas, incluindo um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões, em troca de atuação política no Congresso Nacional. As suspeitas se baseiam, entre outros elementos, na análise de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Augusto Lima, apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
A defesa de Jaques Wagner ainda não se pronunciou sobre o assunto.
O mercado brasileiro passa a contar com uma nova alternativa para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. O medicamento Ozivy, à base de semaglutida, começou a ser comercializado nesta segunda-feira (15) e se torna a primeira caneta produzida no Brasil por síntese química com esse princípio ativo.
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, medicamentos que ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue, aumentam a sensação de saciedade e reduzem o apetite. Nos últimos anos, tratamentos com esse princípio ativo ganharam destaque por apresentarem resultados consistentes tanto no controle do diabetes quanto na perda de peso, conforme demonstrado em estudos clínicos e na experiência de uso em diversos países.
Segundo a fabricante, o Ozivy chegará às farmácias a partir de julho com preços inferiores aos praticados por medicamentos já consolidados no mercado, como Ozempic e Mounjaro. Nesta fase inicial, a empresa prevê disponibilizar cerca de 500 mil canetas e estima alcançar uma produção anual de até 40 milhões de unidades nos próximos anos.
O medicamento será comercializado em embalagens com duas canetas multidose de 1 mg, quantidade suficiente para os três primeiros meses de tratamento. O preço sugerido é de R$ 863,23 por embalagem, o equivalente a cerca de R$ 287 por mês. As doses iniciais também poderão ser adquiridas separadamente, com custo aproximado de R$ 452 mensais.
Especialistas destacam que medicamentos à base de semaglutida costumam proporcionar perda de peso significativa quando associados a mudanças na alimentação e à prática regular de atividades físicas. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, vômitos, diarreia, prisão de ventre e desconforto gastrointestinal, especialmente nas primeiras semanas de uso.
Apesar dos benefícios, o tratamento deve ser realizado somente com acompanhamento médico, já que a indicação, a dosagem e o tempo de uso variam de acordo com o perfil de cada paciente. Além disso, a obesidade é considerada uma doença crônica, o que significa que a interrupção do medicamento sem orientação profissional pode levar à recuperação do peso perdido.
Bebidas alcoólicas, cigarros e refrigerantes poderão ficar mais caros com a criação do Imposto Seletivo, previsto na reforma tributária. A cobrança deve começar em 2027 e atingirá produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Além desses itens, o imposto também poderá incidir sobre veículos com maior emissão de poluentes, exploração de recursos minerais, loterias, apostas esportivas e plataformas de fantasy sports.
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida tem caráter regulatório e busca desestimular o consumo de produtos nocivos. No entanto, a cobrança ainda depende da aprovação das regras de regulamentação pelo Congresso Nacional.
As alíquotas ainda não foram definidas. A proposta será apresentada pela equipe econômica, mas os percentuais finais caberão ao Congresso. O governo prevê enviar o projeto de regulamentação até o fim deste ano.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, não será votada diretamente pelo Plenário do Senado. Segundo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), o texto precisará passar pelas comissões antes de seguir para votação.
A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e permite a adoção da escala 5x2, com dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados.
Alcolumbre afirmou que o Senado deve discutir a matéria com profundidade e buscar aperfeiçoamentos no texto. Ele informou que a tramitação da PEC será debatida na próxima semana com líderes partidários e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA). O presidente do Senado também defendeu a participação de todos os setores envolvidos e criticou a pressão por uma votação acelerada.
O governo federal criou um subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel, válido de 1º de junho a 31 de dezembro de 2026. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União no sábado (30) e tem como objetivo reduzir os impactos da alta do petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio.
O novo benefício substitui os programas de auxílio anteriores e unifica o valor da subvenção para produtores e importadores de diesel autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para receber o subsídio, as empresas deverão aderir ao programa e comprovar que o desconto foi repassado ao preço de venda do combustível.
A ANP será responsável pela fiscalização e pelos pagamentos, que deverão ser realizados em até 30 dias após a solicitação das empresas habilitadas.
Apesar de ter validade até o fim do ano, o programa poderá ser revisado pelo Ministério da Fazenda a cada dois meses, com possibilidade de alteração ou suspensão do benefício.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, decretou luto oficial de três dias em todo o estado em razão do grave acidente ocorrido neste domingo (31) na BR-116, que deixou 15 mortos.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão aconteceu por volta das 16h40, no km 506 da rodovia, no trecho localizado no município de Santa Teresinha, próximo a Itatim, a cerca de 109 quilômetros de Feira de Santana.
Ao lamentar a tragédia, Jerônimo Rodrigues manifestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas e desejou pronta recuperação aos feridos.
“Recebi com tristeza a notícia do acidente ocorrido na BR-116. Estamos acompanhando a situação e prestando todo o apoio necessário às vítimas e suas famílias neste momento. Que Deus conforte o coração de todos”, escreveu o governador nas redes sociais.
Jerônimo informou ainda que mantém contato com as prefeituras dos municípios envolvidos e que equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Técnica estão mobilizadas para atender a ocorrência.
Além disso, assistentes sociais da Sesab foram acionados para prestar apoio e assistência às famílias das vítimas.