A Polícia Federal encontrou no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mensagens trocadas com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Uma das últimas mensagens foi enviada por Vorcaro às 7h19 do dia 17 de novembro, pelo WhatsApp, dizendo: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. Moraes respondeu em seguida, mas o conteúdo não é conhecido porque as mensagens seguintes foram enviadas com visualização única, que desaparece após serem abertas.
A PF também identificou outra conversa entre os dois em 1º de outubro de 2025, porém o conteúdo não está disponível porque foi apagado ou enviado no mesmo formato temporário. Além das mensagens, há registros de telefonemas entre o empresário e o ministro.
Vorcaro foi preso no próprio dia 17 de novembro, por volta das 22h, no Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos, enquanto tentava embarcar em um jato particular para Dubai, com escala em Malta.
Levantamento realizado pela Séculus Análise e Pesquisa, sob encomenda do Bahia Notícias, indica que 45,36% dos entrevistados desaprovam a administração do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à frente do governo da Bahia. A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 27 de fevereiro de 2026, em 72 municípios baianos.
Segundo os dados, 38,61% afirmaram aprovar a gestão estadual, enquanto 16,03% disseram não saber ou preferiram não opinar.
Na avaliação do governo, 32,84% classificaram a gestão como “regular”. As avaliações positivas somam 17,52% para “boa” e 7,72% para “ótima”. Já entre as avaliações negativas, 11,03% consideraram a administração “ruim” e 22,45% “péssima”. Outros 8,44% não souberam ou não opinaram.
O levantamento ouviu 1.535 pessoas, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BA-09740/2026, possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal, em São Paulo, durante nova fase da Operação Compliance Zero.
A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo banco. O nome da operação faz referência à alegada falta de controles internos nas instituições investigadas, o que, segundo a Polícia Federal, teria possibilitado crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Contra Vorcaro havia mandado de prisão preventiva. Após a detenção, ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde permanece à disposição da Justiça.
O cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, também é alvo da nova fase. Há um mandado de prisão preventiva contra ele, mas, até o momento, não foi localizado pelos agentes.
Uma investigação do Ministério Público sobre a atuação de grupos armados no oeste da Bahia revelou que um policial militar aposentado, preso sob suspeita de liderar uma milícia envolvida em grilagem de terras, recebeu cerca de R$ 15 milhões em dois anos e meio. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo.
Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), as transferências ocorreram entre agosto de 2021 e abril de 2024 e foram consideradas “movimentação financeira atípica”. Os valores teriam sido repassados por empresas e pessoas ligadas ao setor agropecuário da região. O dinheiro era destinado ao ex-sargento da PM da Bahia, Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, ou à sua empresa de segurança e, posteriormente, encaminhado a contas suspeitas de pertencerem a laranjas.
Entre os principais remetentes estão uma empresa agropecuária ligada à família proprietária do Grupo SEB, um conglomerado do setor educacional; a companhia de um empresário apontado como suspeito de comandar esquema de grilagem no oeste baiano; e um grupo conhecido pelo cultivo de batata inglesa. Os empresários citados negam irregularidades.
O oeste da Bahia, um dos principais polos agropecuários do país, acumula histórico de conflitos fundiários e já foi alvo da Operação Faroeste, que apura venda de sentenças e grilagem de terras envolvendo magistrados, advogados e produtores rurais.
O policial aposentado responde a dois processos: um relacionado a ações violentas atribuídas ao grupo, como ameaças, agressões e sequestros; e outro referente à movimentação financeira de sua empresa de segurança, considerada incompatível com sua renda declarada. Além dele, um homem apontado como seu ajudante também está preso.
Levantamento nacional do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta feira (27), apresenta cenários para a eleição presidencial de 2026 e avaliação sobre eventual reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pesquisa espontânea
Sem apresentação de nomes, Lula lidera com 26% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 14,8%, e Jair Bolsonaro (PL) com 5,8%. Outros nomes somam percentuais inferiores, e 42,6% disseram não saber ou não opinar.
Cenário estimulado principal
Com apresentação de candidatos, Lula registra 39,6%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35,3%. Ratinho Junior tem 7,6%; Romeu Zema, 3,8%; Renan Santos, 1,5%; e Aldo Rebelo, 0,5%. 6,7% declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato, e 5% não souberam responder.
Segundo cenário estimulado
Lula alcança 40,5%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36,6%. Romeu Zema aparece com 4,3%, e Ronaldo Caiado com 3,7%. O percentual de brancos, nulos ou nenhum é de 7,8%, e 5,2% não souberam ou não opinaram.
Simulação de segundo turno
Em eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula teria 43,8% e Flávio Bolsonaro 44,4%, configurando empate técnico. Brancos e nulos somam 6,9%, e 5% estão indecisos.
Avaliação sobre reeleição
Para 52,2%, Lula não merece um novo mandato; 43,9% avaliam que ele merece ser reeleito; 3,9% não souberam ou não opinaram.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-07974/2026. O levantamento foi realizado entre 22 e 25 de fevereiro de 2026, com 2.080 eleitores em 159 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal, com 95% de grau de confiança e margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou sete resoluções normativas que regulamentam as eleições de outubro de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Principais pontos
Regras gerais das eleições: As resoluções tratam da divulgação de pesquisas eleitorais, transporte de eleitores, arrecadação de recursos, prestação de contas e alterações no cadastro eleitoral.
Idade mínima para votar: Eleitores devem ter 16 anos completos até 4 de outubro de 2026, data do primeiro turno.
Consulta a indígenas e quilombolas: A Justiça Eleitoral deverá consultar previamente essas comunidades antes de alterar seções eleitorais localizadas em seus territórios.
Combate à violência política de gênero: Candidatas que sofrerem ameaças poderão usar recursos de campanha para contratar segurança.
Candidaturas de pessoas negras: Foi mantida a regra que obriga partidos a destinarem 30% dos recursos às candidaturas de pessoas negras, sem incluir gastos extras fora do previsto.
Inclusão de pessoas com deficiência: Será implantado o programa Seu Voto Importa, garantindo transporte gratuito (ida e volta) entre a residência e o local de votação. O pedido deve ser feito aos TREs com até 20 dias de antecedência.
Próximas etapas: O TSE ainda deve aprovar mais sete resoluções. As regras atuais serão publicadas até 5 de março, quando passam a valer em todo o país.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Hydra para desarticular um grupo criminoso suspeito de fraudar a Caixa Econômica Federal na Bahia. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 1.283.983,83.
Segundo o Jornal da Manhã, da TV Bahia, a ação conta com o apoio da Polícia Militar da Bahia. Em Salvador, as equipes concentram as buscas em bairros como Marechal Rondon. Ao todo, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, também nas cidades de Camaçari, Lauro de Freitas, Paulo Afonso e Itabuna.
As investigações indicam que os suspeitos utilizavam documentos falsos e dados de terceiros para abrir contas bancárias fraudulentas. Com isso, conseguiam movimentar e sacar valores elevados antes que o sistema de segurança do banco identificasse as irregularidades.
Documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos durante a operação serão submetidos à perícia. A Polícia Federal agora trabalha para identificar outros possíveis integrantes do grupo, apurar eventual participação de funcionários da instituição e verificar se há ramificações do esquema em outros estados.
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, participou na noite de segunda-feira (23) de um evento promovido pelo grupo Esfera Brasil, em São Paulo, que reuniu empresários e lideranças políticas.
Durante o encontro, Valdemar afirmou que o PL pretende atuar no Congresso Nacional para impedir o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e folga apenas um.
Ao se dirigir aos empresários, o dirigente classificou a proposta como “uma bomba para o país”. Segundo ele, a medida traria dificuldades tanto para a economia quanto para o setor produtivo, que já enfrenta elevada carga tributária. Valdemar também reconheceu que pode ser politicamente sensível votar contra o fim da escala 6x1, especialmente para deputados e senadores, mas afirmou que o partido buscará estratégias para barrar a votação da proposta.
Outro participante do evento foi Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Ele também criticou a PEC, classificando-a como prejudicial à economia e ao setor produtivo. De acordo com Rueda, os custos decorrentes da mudança poderiam ser repassados ao consumidor final, afetando preços em diversos setores. O dirigente ainda argumentou que o debate ocorre em ano eleitoral e sugeriu que a proposta teria motivação política, com foco na obtenção de ganhos eleitorais.
O debate sobre o fim da escala 6x1 envolve interesses legítimos de diferentes lados. De um lado, trabalhadores e entidades sindicais defendem melhores condições de trabalho, mais tempo de descanso e maior qualidade de vida. De outro, empresários e parte da classe política argumentam que a mudança pode elevar custos operacionais e impactar a competitividade das empresas.
A escala 6x1, em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso, impõe uma rotina extremamente desgastante, especialmente para quem recebe salários mais baixos e depende de transporte público, longos deslocamentos e jornadas exaustivas. Na prática, sobra pouco tempo para convívio familiar, qualificação profissional, lazer ou mesmo descanso adequado. Isso impacta diretamente a saúde física e mental do trabalhador.
Por que o fim da 6x1 é positivo?
Qualidade de vida e saúde Um único dia de folga por semana muitas vezes não é suficiente para recuperação física e emocional. Estudos em diversas economias mostram que jornadas mais equilibradas reduzem afastamentos, acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.
Produtividade no médio e longo prazo A lógica de que “mais dias trabalhados = mais produtividade” não é necessariamente verdadeira. Trabalhadores descansados tendem a ser mais produtivos, cometer menos erros e apresentar maior engajamento.
Geração de empregos A redução da carga semanal pode incentivar a contratação de mais funcionários para cobrir turnos, o que pode contribuir para a diminuição do desemprego — especialmente em setores como comércio e serviços.
Atualização do modelo trabalhista O mundo discute jornadas reduzidas, semanas de quatro dias e modelos mais flexíveis. Manter a 6x1 como regra em larga escala pode representar atraso competitivo no longo prazo, principalmente em termos de atração e retenção de talentos.
Equilíbrio social O desenvolvimento econômico não pode ser medido apenas por margens de lucro. Um país mais equilibrado socialmente, com trabalhadores menos exaustos e mais presentes na vida familiar e comunitária, tende a ter ganhos estruturais duradouros.
Defender o fim da escala 6x1 não é ser “contra o mercado”, mas sim propor um novo equilíbrio entre capital e trabalho — um equilíbrio mais humano, sustentável e alinhado às demandas da sociedade contemporânea.