O cantor itabunense Cristiano Tavares irá se apresentar na próxima sexta-feira (22) numa live solidária. O cantor, que reúne em seu repertório músicas românticas e de forró, se sentiu especialmente sensibilizado nos últimos dias com os diversos problemas sociais emanados pela pandemia de COVID-19 e, por isso, resolveu dar a sua parcela de contribuição para tentar amenizar parte desses problemas.
A live irá acontecer em prol de angariar fundos em dinheiro, produtos de higiene, de limpeza e alimentos para ajudar a comunidades dos condomínios Jubiabá e Gabriela, no bairro de Ferradas, bairro de Zizo, além de captar doadores para o Banco de Sangue de Itabuna e ainda ajudar a Associação Grapiúna dos Paraplégicos (AGP).
Cuidando ele próprio de todos os detalhes da live, Tavares diz que esta promete ser uma das melhores apresentações já produzidas na cidade, com uma grande estrutura de som, iluminação, captação de imagens e transmissão.
Para procedê-lo, o cantor diz que está contando com muitos apoios, entre os quais, destaca, a dos amigos da produtora Show Light, da TH Vídeos, da Sonic Rádio Web e da Frank Bahia Gravações. A live contará ainda com a logística de três câmeras e um drone, durante a transmissão, o que garantirá que a transmissão seja a mais completa possível, produzindo ângulos que permitam a proximidade do artista com o seu público.
Para conferir o resultado de todo esse empenho e as surpresas da transmissão, a live estará disponível na sexta (22), às 19h, nas redes sociais Instagram e Facebook e na plataforma de vídeos You Tube. Para visualizar, basta entrar e se inscrever nos canais oficiais do cantor (@cristianotavaresoficial). (Texto - Erick Tadeu)
Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que mais da metade da população adulta brasileira está no grupo de risco da Covid-19. São 86 milhões de pessoas que apresentam ao menos um dos fatores que podem aumentar o risco de complicações, se houver contaminação pelo coronavírus. A informação é do G1.
Segundo a pesquisa, dos 54% de adultos dentro dos grupos de risco, 30% deles têm ao menos um fator que pode causar o agravamento do quadro em caso de contaminação, 15% têm dois fatores, enquanto 9% têm 3 ou mais.
Foram considerados grupos de risco idosos (acima de 65 anos), portadores de doenças crônicas (doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, doenças respiratórias crônicas (em particular doença pulmonar obstrutiva crônica), câncer e doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral - AVC).
Com base em estudos mais recentes realizados nos Estados Unidos e na Europa, a pesquisa inclui outros fatores de risco, como doença renal crônica, obesidade, asma e tabagismo.
O estudo foi coordenado por Leandro Rezende, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp). Foram considerados dados de 51.770 participantes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013, os mais recentes da área. Outras variáveis analisadas foram sexo, cor da pele, escolaridade e unidades federativas do Brasil.
Um levantamento do Instituto Paraná mostrou que os brasileiros estão divididos quanto à mudança da vida por causa da crise provocada pelo coronavírus.
De acordo com a pesquisa, 47,6% da população acha que a vida piorou por causa da crise da Covid-19, enquanto 47,5% julga que a vida permanece igual. Somente 1,8% dos entrevistados acham que a vida melhorou, enquanto 3,1% não souberam ou não opinaram.
A população do sudeste é a mais insatisfeita com a crise do coronavírus. 48,2% da população da região acha que a vida piorou, enquanto que no sul este índice é de 46,2%.
A pesquisa do Instituto Paraná foi feita com 2.267 pessoas de 26 Estados e Distritto Federal entre os dias 4 e 6 de maio. O grau de confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 3%.
A pesquisa Datafolha divulgada hoje (29) pelo jornal Folha de S. Paulo aponta uma queda no apoio a um isolamento social amplo para conter o coronavírus. Segundo o censo, esta é a primeira vez, desde o início da pandemia, em que há empate técnico entre os que defendem a volta ao trabalho dos que estão fora dos grupos de risco e os que apoiam a permanência deles no isolamento. O grupo é composto por idosos e pessoas com comorbidades como cardiopatia, diabetes e doença renal.
A proporção de brasileiros que defendem que as pessoas fora dessa categoria deveriam sair para trabalhar passou de 37%, no início de abril, para 41% em 17 de abril e para 46%. A pesquisa foi realizada nesta segunda-feira (27), por telefone.
Já os que apoiam o isolamento amplo, inclusive de quem está fora dos grupos de risco, passaram de 60% no início de abril para 56% no dia 17 e, agora, para 52%.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido da empresa Transporte Coletivo Brasil e manteve o decreto do governador Rui Costa (PT) que suspendeu o transporte interestadual até o próximo dia 4 de maio. A proibição vale para cidades com casos da Covid-19 ou cidades vizinhas e foi uma das anunciadas pela Bahia no combate à pandemia.
No pedido de liminar que pediu a suspensão do decreto do governador, a Transporte Coletivo Brasil alegou que a vedação da circulação, entrada e saída de transportes interestaduais é de competência exclusiva da União. A empresa argumentou que opera no transporte interestadual em todo o Brasil e que enfrenta problemas com a proibição de circulação apenas ao passar pela Bahia.
A empresa ainda defendeu que tem orientado o uso de máscaras e atuado na disponibilização de álcool em gel para evitar a contaminação entre passageiros, o que permitiria sua atividade durante a pandemia segundo a Organização Mundial de Saúde.
Ao indeferir o pedido da empresa e manter o decreto do governador, a desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima lembrou que a proibição da circulação de transportes interestaduais tenta evitar a importação de casos da Covid-19 para cidades do interior do estado.
A desembargadora defendeu que é de interesse público que não exista circulação de pessoas, especialmente, vinda de outros estados ba Bahia. “O governador vem tomando medidas, urgentes, para manter a proliferação do vírus, tais como o isolamento social, o teletrabalho e a proibição de circulação de transporte público por cidades que encontram-se com a confirmação de casos positivos da mencionada doença”, detalhou Lígia Maria na sua decisão. (Bahia Notícias)
A crise do coronavírus poderá jogar mais de 265 milhões de pessoas para uma situação de fome. O alerta foi publicado hoje (21) pela ONU e pela FAO, num informe sobre a desnutrição no mundo em 2019 e as projeções para 2020.
A estimativa era de que 130 milhões de pessoas estavam em uma situação severa de fome no ano passado. Para 2020, porém, as estimativas apontam para a possibilidade de que esse número dobre, principalmente nos países mais pobres do mundo.
"Covid-19 é potencialmente catastrófico para milhões de pessoas que estão por um fio", disse Arif Husain, economista chefe do Programa Mundial de Alimentação. A entidade prevê que precisa, de forma urgente, US$ 350 milhões para lidar com essa crise, mas recebeu apenas um quarto desse valor.
África, Ásia e América Latina devem ser as regiões mais afetadas. Produção em queda, desemprego, perda de renda, queda de exportação, recessão global e crise sanitárias devem ser os principais ingredientes de um cenário considerado como alarmante.
Quase 80% da população brasileira quer algum tipo de punição para quem violar as regras de distanciamento social devido a pandemia do coronavírus no país. Dos entrevistados, apenas 3% acham que a prisão seria uma medida aceitável para penalizar que burla as orientações da Organização Mundial de Saúde.
Nesta semana, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que poderia considerar a detenção como um último recurso caso a pandemia se agravasse. Já a aplicação de multas tem apoio de 33% e advertências verbais, de 43%.
Para 18% dos ouvidos pelo Datafolha, os governos não deveriam ter direitos sobre a circulação das pessoas. Outros 3% não souberam responder. A pesquisa foi feita pelo Datafolha na sexta (17), por telefone, com oitiva de 1,6 mil pessoas. A margem de erros é de 3% para mais ou menos.
Equipes do 4º Grupamento de Bombeiros Militar de Itabuna (4º GBM) doaram, nesta quarta-feira (8), máscaras de proteção individual para diversas unidades de saúde da cidade. A iniciativa ganhou o apoio dos profissionais de segurança, que viabilizam a aquisição de mais matéria-prima.
Fabricadas em uma impressora 3D, as 60 máscaras foram distribuídas entre a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Santa Casa de Misericórdia, Hospital de Base de Itabuna, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Vigilância Epidemiológica.
O tenente-coronel Manfredo, comandante do 4º GBM, revelou que um voluntário procurou ajuda para entregar os equipamentos. A parceria deu certo e novas máscaras devem ser produzidas em breve. “Estamos viabilizando a aquisição de filamento e folhas de acetato usados na fabricação das proteções”, antecipou o oficial.
Para o tenente-coronel do CBM, o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus deve ser abraçado por todos os setores da sociedade. “Não é uma batalha só dos órgãos de saúde ou de segurança, mas de todo o cidadão. Ou todos se engajam ou perdemos”, argumentou parabenizando a iniciativa do cidadão voluntário.