Bets avançam entre mulheres e aumentam preocupação com endividamento

Mais da metade das brasileiras já foi afetada pelas apostas online: 42% afirmam que apostam ou já apostaram, enquanto outras 12% nunca jogaram, mas sofrem consequências do vício de familiares ou parceiros. Os dados são do estudo Mulheres & Bets, realizado pela Clarice, em parceria com o Instituto Estratégia Latina e o Instituto de Pesquisa IDEIA, com 2.008 entrevistados.
Entre as mulheres que apostam, as que têm filhos jogam cerca de 1,6 vez mais do que as que não têm. Pesquisadores apontam que, para muitas mães, as apostas são vistas como uma forma de complementar a renda e conseguir dinheiro para despesas da família.

O estudo também mostra o crescimento da presença feminina entre pessoas que buscam ajuda para abandonar o vício em jogos. Especialistas alertam, porém, que é preciso diferenciar quem aposta ocasionalmente de quem desenvolve comportamento problemático ou dependência.

A popularização das bets ocorreu principalmente durante a pandemia, quando muitas famílias perderam renda e as plataformas passaram a divulgar a promessa de dinheiro rápido e renda extra. O caso de algumas mulheres terminou em grandes prejuízos financeiros, dívidas e problemas familiares.

Pesquisadores destacam ainda que os jogos de cassino online são particularmente preocupantes entre as mulheres, por oferecerem resultados rápidos e favorecerem o comportamento compulsivo. A recomendação é ampliar as medidas de prevenção e tratamento e também enfrentar as dificuldades financeiras que levam parte das mulheres a buscar as apostas como alternativa de renda.

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