CNJ aprova regra que permite demissão de juízes por decisão do STF

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou novas regras disciplinares que acabam com a aposentadoria compulsória como punição administrativa máxima para juízes. Em casos considerados gravíssimos, a penalidade passa a ser a disponibilidade com proposta de perda do cargo, permitindo a demissão definitiva por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a mudança, o magistrado é afastado imediatamente das funções e passa a receber remuneração proporcional ao tempo de contribuição enquanto o processo é concluído.

O novo procedimento para infrações gravíssimas seguirá quatro etapas:

  • Processo Administrativo Disciplinar (PAD): julgamento pelo tribunal de origem;
  • Reexame obrigatório: análise e confirmação da decisão pelo plenário do CNJ;
  • Ação judicial: envio do processo à Advocacia-Geral da União (AGU), que poderá ajuizar ação de perda do cargo no STF;
  • Decisão final: julgamento do caso pelo Supremo Tribunal Federal.

A nova punição poderá ser aplicada em casos de negligência grave, recebimento de vantagens indevidas, conduta incompatível com a magistratura e atuação político-partidária. Sempre que houver essa penalidade, o processo também será encaminhado ao Ministério Público para apuração de possíveis crimes.

As novas regras não terão efeito retroativo. Elas passam a valer para processos novos e para aqueles que ainda estiverem em andamento, entrando em vigor na data de sua publicação. 

 

 

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